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I FESTIVALE – ITAOBIM (1980) O Festivale começou sua trajetória com uma programação de shows, feira de artesanato, festival de músicas, apresentação de grupos folclóricos, etc. O Festivale ganhou nesta época o slogam: “VALE, VIDA, VERSO E VIOLA”, que o acompanha até hoje. II FESTIVALE - PEDRA AZUL (1981) A feira de artesanato ganhou maiores proporções. O festival de músicas e os shows foram realizados no estádio de futebol, recebendo mais de cinco mil pessoas de Pedra Azul e cidades vizinhas. A organização do evento apresentava melhoras significativas após a criação do Centro Cultural do Vale do Jequitinhonha CCVJ. III FESTIVALE – ITAOBIM (1982) A cidade de Itaobim volta a ser palco do FESTIVALE. O evento recebeu um grande público, vindo das mais diversas cidades. Movidos pela seriedade e pelo compromisso popular, artesãos, músicos, poetas, grupos folclóricos, violeiros e sanfoneiros de várias regiões participaram do evento que começava a assumir características próprias. IV FESTIVALE - MINAS NOVAS (1983) Nessa ocasião foi criado o Centro Cultural de Minas Novas, que participou decisivamente na organização e montagem do evento. Minas Novas foi o marco para consolidar o movimento e projetá-lo no Estado. O movimento cultural independente do Vale passava a ser referência para outras regiões. Nessa época começavam a surgir, com grande força a produção cultural individual, quase sempre independente, de livros e discos. V FESTIVALE - ARAÇUAÍ (1984) É realizado o I Encontro de Entidades Culturais do Vale do Jequitinhonha. Em Belo Horizonte, o grande teatro do Palácio das Artes fica completamente lotado durante dois dias para assistir pela primeira vez a música e poesia do Vale no show “ONHAS DO JEQUI”. O Coral Trovadores do Vale, da cidade de Araçuaí, grava disco, registrando músicas folclóricas da região. Todo o Vale do Jequitinhonha vivia um momento de efervescência cultural com semanas de cultura, shows, festivais de músicas, etc. Por tudo isso e pela própria localização geográfica, Araçuaí recebe o maior público da história dos Festivales. VI FESTIVALE - SALINAS (1985) O movimento estava discutindo seus rumos. Foi realizado o Encontro de Entidades e Agentes Culturais na cidade de Capelinha. Mais um desafio era colocado para o movimento cultural: integrar a micro-região que faz divisa com a área da Sudene. O Festivale em Salinas representou a ampliação do movimento cultural com o objetivo de integrar a região e resgatar sua identidade cultural. VII FESTIVALE – ALMENARA (1986) No seu sétimo ano, sediado em Almenara, o FESTIVALE se deparou com algumas dificuldades. O Jornal Geraes deixou de circular. O evento tornou-se repetitivo. A necessidade de mudanças, ampliação e redefinição foram evidenciadas. VIII FESTIVALE – SERRO (1987) O movimento cultural aceita o desafio de ampliar o FESTIVALE, até então com três dias de duração. Serro, nascente do Rio Jequitinhonha, é escolhida para sediar esta importante alteração. Foram implantados os cursos e oficinas nas áreas de música, teatro, literatura, teatro de bonecos e outros que funcionaram durante a semana do Festivale. O FESTIVALE abriu assim nova perspectiva de atuação para o movimento cultural. XI FESTIVALE - VIRGEM DA LAPA (1988) Consolidação do processo de mudanças iniciado no Serro. Os cursos e oficinas tiveram um grande número de inscrições. Foi um rico momento de discussões nas diversas áreas do fazer cultural. Foram montadas também, oficinas e cursos para trabalhadores rurais que participaram de forma surpreendente. Com nível de organização mais acentuado foi realizada a 1ª Mostra de Teatro Amador do Vale. Num processo de envolvimento e integração com a comunidade; criou-se a Rádio Festivale e foram promovidos debates sobre o meio ambiente, conjuntura política popular e outros. X FESTIVALE RUBIM (1989) Dando continuidade ao processo de descentralização, o X FESTIVALE, realizado na cidade de Rubim, foi montado a partir de amplas discussões com todo o movimento cultural do Vale. O grande destaque foi a participação de artesãos, que de uma forma organizada e intensa passaram 4 dias buscando soluções para problemas como organização e comercialização dos seus produtos, estas discussões culminaram com uma exposição e feira de artesanatos durante os 3 últimos dias do evento. XI FESTIVALE - DIAMANTINA (1990) Marcando definitivamente a reorganização do movimento cultural do Vale, o XI FESTIVALE foi coordenado pela Diretoria provisória da recém-criada Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha FECAJE, sucessora dos CCJV, MCPJ, CCAVJ, que foram extintos. O Festivale passa a durar 10 dias, permitindo melhoria e continuidade na realização das oficinas. O que motivou esta mudança foi o “oficinão” (série de oficinas, para grupos de teatro de todo o Estado de Minas Gerais), coordenado pela Federação de Teatro de Minas Gerais FETEMIG. Participaram deste Festivale cerca de 5.000 pessoas de várias regiões do Estado do País. XII FESTIVALE - JEQUITINHONHA (1991) As mudanças implantadas até então, apresentaram resultados concretos na cidade de Jequitinhonha. Ali se retornou o verdadeiro “Festival de Cultural Popular do Vale”, a vontade coletiva de promover mudanças mais profundas durante a preparação e organização do FESTIVALE. XIII FESTIVALE - BOCAIÚVA (1992) O XII FESTIVALE buscou não só a realização de sua extensa programação, mas a integração com a área mineira da Sudene. Esta aproximação foi de fundamental importância para um maior intercâmbio cultural entre as duas regiões. O XIII FESTIVALE trouxe como inovação a 1ª Noite Literária. O ponto alto foi a realização dos cursos e oficinas. O êxito do Festivale foi apresentado na avaliação dos professores, artistas, participantes e patrocinadores que, reunidos após a realização do evento, apontaram os rumos para cada uma das áreas do fazer cultural. XIV FESTIVALE - MINAS NOVAS (1993) 10 anos depois o Festivale retorna a Minas Novas, repetindo a estrutura de 1992. O XIV Festivale foi marcado pela dispersão e evasão de Agentes Culturais diretamente ligados à organização do Movimento, isto provoca um abalo sensível na estrutura do Evento. Mesmo assim o saldo é positivo e para o ano seguinte fica a certeza da necessidade de um novo rumo na política cultural do Movimento. XV FESTIVALE - SALTO DA DIVISA (1994) Na busca de novos parâmetros para a sua atuação e aliado ao intenso momento político do país, o Festivale promove debate entre os candidatos do Governo do Estado e ao Poder Legislativo. Neste debate é reservado espaço para a exposição das propostas do Fórum de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha. Não houve mudança na estrutura do evento, mantendo-se as oficinas, mostras, shows, feira de artesanato, festival de músicas e noite literária. Percebe-se a ampliação do número de participantes de outras regiões, estados e até de outros países ao mesmo tempo em que diminui o número de participantes dos municípios do Vale do Jequitinhonha nas oficinas. Diante do quadro e apesar do sucesso do FESTIVALE, ficou evidente a necessidade de reestruturação organizacional do evento, a partir do investimento na formação e capacitação de agentes e produtores culturais do Vale do Jequitinhonha. XVI FESTIVALE – CARBONITA (1995) Com uma nova estrutura o evento foi redirecionado como um todo, seus princípios e fins para maior integração com a população numa ação mais efetiva e presente. O XVI Festivale foi marcado pela reavaliação do trabalho até então e os frutos por ele gerados. XVII FESTIVALE - JEQUITINHONHA (1996) 5 anos depois o Festivale volta para a cidade de Jequitinhonha com o tema “SOS RIO JEQUITINHONHA”, várias manifestações são realizadas, com destaque para o festival de músicas e para a noite literária, que abordaram exclusivamente a ecologia. Durante o evento realizou-se também, o Seminário “SOS RIO JEQUITINHONHA”, que culminou com a criação do IVALE Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do Vale. O IVALE tem por finalidade, além da pesquisa, realizar trabalhos de consultoria para as administrações que desejarem implantar projetos de saneamento básico e preservação do meio ambiente, entre outros, em parceira com a Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha FECAJE. XVIII FESTIVALE - ITINGA (1998) Após ficar o ano de 1997 sem ser realizado por falta de recursos, a cidade de Itinga torna-se palco do XVII Festivale. O movimento recomeça com novo fôlego e o evento é um sucesso. Destacam-se as manifestações em defesa do Rio Jequitinhonha, as apresentações folclóricas, teatrais e o festival de músicas. Várias caravanas de diversas partes do país se fazem presentes e fica a certeza de que o Festivale ainda tem muito que apresentar ao mundo. XIX FESTIVALE - JORDÂNIA (1999) Divisando Minas com Bahia, no Baixo Jequitinhonha, Jordânia vira palco de mais um Festivale. Com um povo hospitaleiro, a cidade abre suas portas para os participantes. XX FESTIVALE - BOCAIÚVA (2000) Mais uma vez o Festivale volta a se repetir em Bocaiúva, 8 anos depois. Os agentes culturais questionam o papel da FECAJE e o seu desempenho frente ao movimento cultural do Vale, o que resulta numa proposta de reformulação das ações da entidade para manter acesa a chama da realização de tantos outros Festivales. XXI FESTIVALE - PEDRA AZUL (2001) Realizado na cidade de Pedra Azul, contou com diversos grupos de teatros e oficinas diversas para a população. O ponto alto do Festivale foi a noite literária que apresentou poesias e poemas de diversas cidades, despontando novos talentos e promessas futuras no campo da literatura. O Evento proporcionou ao movimento cultural discutir suas mazelas, fraquezas e pontos altos, permitindo avaliar e concentrar esforços para corrigir distorções encontradas.
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