| O Festivale |
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O Festivale teve suas origens no “I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha” promovido pelo jornal Geraes em 1979 na cidade de Itaobim. O Geraes foi criado em 1978 por Carlos Figueiredo, George Abner e Tadeu Martins. Seu objetivo era dar vez e voz ao povo do Vale, sua cultura, seus sonhos e sua luta por melhores condições de vida. O Encontro reuniu 22 compositores vindos de 15 cidades da região. O final do evento deixou claro para os produtores que a cultura do Vale necessitava de mais espaço, o festival precisava ser maior e mais diverso, contando com várias outras coisas além da música. Com esse objetivo, foi realizado o primeiro Festivale, no ano de 1980, na cidade de Itaobim. Lá foram reunidos a música, a literatura, o artesanato, a dança, o teatro e tudo o mais que compõe a riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha. O evento, no entanto, não se resumiu a uma mostra de cultura. Mais do que isso, foi capaz de colocar à mostra os sonhos e esperanças de todo um povo de uma região. O projeto cresceu e passou a envolver um público cada vez maior. Ficou decidido que cada ano uma das cidades do Vale seria escolhida para ser, simbolicamente, a capital cultural do Vale. Os primeiros festivais tinham duração de três dias, mas a partir do VIII Festivale, realizado na cidade do Serro, o evento passou a ter duração de uma semana, contando com cursos e oficinas. Hoje, o Festivale é caracterizado pela diversidade de suas atividades. A proposta do Festivale é atuar política e culturalmente, visando transformar a realidade. O festival procura ter uma visão bem ampla da cultura. Esta não é vista apenas como um saber artístico, mas também como forma de expressão da própria vida, das condições de sobrevivência, da ecologia, da saúde e do trabalho cotidiano. Atualmente, o Festivale é organizado pela FECAJE (Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha) que tem como objetivo principal fazer emergir a cultura popular como veículo de democratização e humanização no Vale do Jequitinhonha.
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